Hábitos de consumo digital em meio à pandemia

Em meio à pandemia, o comportamento dos usuários mudou. Comodidade, oferta e boa experiência com os produtos e serviços são algumas tendências do marketing digital.⠀

Pesquisa da Google sobre economia digital revela como os brasileiros têm procurado por produtos e serviços de startups durante a pandemia. ⠀

Como fazer relacionamento com os usuários nas redes sociais

Em 15 anos de experiência profissional travei uma verdadeira jornada para conviver com os trolls, haters, detratores ou qualquer outro nome carinhoso que você queria chamar. Fazer a gestão da presença digital de políticos e/ou instituições públicas/governamentais exige três princípios elementares: paciência, paciência e paciência.

Particularmente os detratores me divertem, mas já deixou muito político retado, ao ponto de perder a linha e bater boca com detratores – sejam humanos ou robozinhos programados com o ódio. Em 15 anos aprendi algumas regras básicas que sintetizei neste post (cards e texto).

O que são detratores?
São aqueles usuários (humanos, semi-humanos ou robôs) que criticaram seu conteúdo, sua foto, seu cabelo, suas ideias sem nenhum motivo; odiar é uma demostração de amor para os detratores, uma missão de vida, uma prática cotidiana.

Preciso responder?
⁣Não. Ainda que o diálogo seja o princípio básico das redes sociais, você não deve apagar fogo com gasolina. As vezes a saída é apagar o comentário, banir o usuários e não ficar mal com isso.

E se eu quiser responder mesmo assim?
Escolha suas batalhas, preferencialmente as batalhas dignas de você, do seu candidato, da sua ideia e/ou instituição. Não é todo mundo (e isso inclui as equipes de interação) que tem equilíbrio emocional, principalmente durante uma crise. O primeiro a sentir o golpe é o seu assessorado que vai te pressionar para responder ou (como acontece na maioria das vezes) irá responder de próprio punho. Acredite, não vale a pena! O desgaste será sempre da sua presença digital.

Tipologia dos detratores:

1- Provocadores: só querem chamar atenção e te fazer perder o equilíbrio. Geralmente é tiro, porrada e bomba.

O que fazer?
Bloqueio imediato!

2- Generalistas: para quem trabalha na política sabe que existe um senso comum de que político é tudo igual, então muitas vezes você vai receber a galinha pulando (traduzo: ofensa gratuita) simplesmente por ser político.

O que fazer?
Acredite, os detratores não imaginam que serão respondidos, assim um simples “olá, boa tarde fulano. obrigado pela participação” é suficiente para o troll virar seu fã.

3-Desinformados: muitas vezes um comentário ofensivo traduz a deficiência cognitiva ou, muitas vezes, a ausência de informações básicas para compreender um texto ou entender a mensagem. Lembre que na política você fala com todo mundo – de quem sabe ler, a quem não é alfabetizado, quem sabe interpretar e aqueles que pisam na grama mesmo com a placa (presever a natureza)

O que fazer?
A política é arte do convencimento. Portanto, uma resposta bem detalhada e cordial, convence em média 65% do interlocutor. Deixe a emoção de lado e seja racional. Parta do princípio que o usuário não entendeu a sua mensagem.

Salve essa publicação agora! Tenho certeza que será útil. Se você atua na política torne essas valiosas dicas (e aprendidas com muito suor) um mantra diário para sua estratégia de relacionamento com a sua audiência. Lembre: o mal por si só se destrói. Conecte-se ao amor.

 

Yuri Almeida é jornalismo, mestre em Comunicação (UFBA), especialista em Marketing (USP) e fundador do LabCaos

Estudo revela os deputados federais mais influentes nas redes sociais

Na terceira versão do estudo do LabCaos sobre a influência e popularidade dos deputados federais baianos no Facebook uma mudança significativa no ranking. Raimundo Costa (PR) segue na liderança, João Roma (PRB) subiu três posições e Dayane Pimentel (PSL) perdeu mais de 5 mil fãs após a polêmica com o clã Bolsonaro.

Conheça os deputados federais mais influentes no Facebook (43 downloads)

A pesquisa realizada pelo LabCaos, acompanha a performance e presença digital dos parlamentares nas redes sociais, analisou as páginas dos 39 membros eleitos para representar a Bahia na Câmara Federal. No estudo são identificados dois rankings; o ranking de influência – de acordo com o volume das conversações geradas pelos parlamentares – e o ranking de popularidade, que mede a quantidade da base de fãs registrada por cada deputado.

“No ranking de influência calcula-se a quantidade média de quantas vezes um fã interage com as postagens de uma página do parlamentar. É calculado dividindo-se a quantidade diária de reações, comentários e compartilhamentos pelo número de fãs. Já para definir a popularidade foi considerado o número da base de fãs de deputado”, explica o professor e responsável pelo estudo, Yuri Almeida.


Ranking
Em termos de influencia, Raimundo Costa (PR) manteve a liderança no ranking com taxa de 4,19%, seguido por Otto Alencar Filho (PSD), com 3,26%, João Roma (PRB), com 2,49%, professora Dayane Pimentel (PSL), com 2,27%, e Jorge Solla (PT), com 1,98% aparecem no top 5 do ranking.

Já quando o assunto são os deputados mais populares, o cenário foi semelhante a segunda edição. A liderança é de Pr. Abílio Santana (PR), com 459.824 fãs, seguido por Dayane Pimentel (PSL), 190.682, Nelson Pelegrino (PT), com 109.074, Arthur Maia (DEM), com 108.116, e Jorge Solla (PT), com 92.587 ocupam os cinco primeiros lugares.

Sobre o estudo
Realizado entre o dia 01 de agosto a 31 de outubro de 2019, o estudo foi feito a partir dos dados públicos disponibilizados pelo Facebook. Após raspagem, os dados foram estruturados e analisados pelo LabCaos, hub especializado em ciência de dados e gestão de mídias sociais. O estudo integra uma série especial sobre a presença e atuação dos parlamentares e instituições baianas nas redes sociais. As edições anteriores dos estudos podem ser vistas no site www.labcaos.com.br.

Qual a importância do Facebook nas eleições de 2020?

No tabuleiro da política eleitoral, o movimento do governador do Estado, Rui Costa (PT), e do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), nas eleições de 2020 será importante para compreender os desafios e oportunidades para a disputa ao Governo do Estado em 2022.

Por um lado, o atual governador está em seu segundo mandato e precisará “fazer um nome” para sucedê-lo. Já o prefeito de Salvador terminará seu segundo mandato neste ano e precisará também eleger um sucessor. A partir de 2020, Neto ocupará apenas a presidência nacional do DEM e deve iniciar sua caminhada rumo às eleições de 2022.

No Facebook, o prefeito de Salvador tem mais fãs do que o governador; são 482.497 contra 354.570. Apesar da base de fãs menor, Rui Costa consegue melhor taxa de engajamento: 0,39% contra 0,20%. Nos últimos sete dias, o governador conseguiu, (por post) em média 259,88 compartilhamentos e 313,80 comentários, enquanto Neto registrou 167,73 compartilhamentos e 239,55 comentários.

Em 2020 será a primeira vez que uma disputa municipal ocorrerá em 45 dias e o investimento em propaganda nas redes sociais está liberado pela legislação eleitoral. Evidente, o Facebook (até por ser dono também do WhatsApp e Instagram) será o ambiente que concentrará a disputa por atenção (leia-se gasto com publicidade) e presença digital dos candidatos.

Desse modo, a primeira pergunta a ser feita por candidatos e coordenadores da campanha é: qual a quantidade de usuários do Facebook em cada município baiano? De acordo com o e-book escrito por Yuri Almeida, fundador do LabCaos, a Bahia tem 7 milhões de usuários e uma população de mais de 14 milhões de habitantes, ou seja 47% da população está conectada ao Facebook.

Considerando os 20 maiores colégios eleitorais baianos, 13 prefeitos (as) são aliados do governador. Os outros sete, cinco são administrados pelo DEM e dois pelo MDB – apesar da briga entre a família Vieira Lima com ACM Neto – os prefeitos mdebistas são aliados de Neto.

Na Bahia, de acordo com dados do TSE, são 10.570.085 eleitores e os 20 maiores colégios eleitorais totalizam 4.255.119 dos baianos que votam, ou seja 40,2% do eleitorado está concentrado nessas cidades. Logo, em 2020 será o primeiro embate direto entre Rui e Neto tendo em vista à sucessão estadual de 2022.

No infográfico abaixo é possível visualizar o total de eleitores e o percentual de usuários conectados ao Facebook:

Entre os 20 maiores colégios eleitorais, em média, 60% da população está conectada ao Facebook, o que reforça a importância do digital nas estratégias do marketing eleitoral nas próximas eleições. “São mais de 2 milhões de usuários que os candidatos precisarão atrair a atenção, dialogar e tentar converter em voto”, pontua o fundador do LabCaos.

Para Yuri Almeida dois imperativos são essenciais para que os candidatos tenham êxito: o início imediato do trabalho de inteligência de dados e monitoramento das redes sociais para identificar pontos fortes e fracos, seja dos candidatos como das cidades.

“É necessário identificar os perfis sociais e demográficos dos usuários nas redes sociais, seus interesses, atividades e opiniões. A partir disso, é necessário que as equipes de comunicação, a partir dos dados, tracem suas estratégias de presença digital mais assertiva”, opina o fundador do LabCaos.