Relatório da mLabs revela taxa de engajamento do Facebook e Instagram no Brasil

A mLabs, uma das maiores plataformas de gerenciamento de mídias sociais no Brasil, divulgou nesta segunda-feira (26) um relatório completo sobre o engajamento das marcas e/ou empresas no Facebook e Instagram.

Antes de passarmos aos dados e, suas respectivas análises, é importante frisar que o relatório é inédito, no mercado brasileiro, a levar em consideração para o cálculo da Taxa de Engajamento (TE), dados como o alcance e as impressões das publicações em vez do número de seguidores.

Nos achados do relatório merece destaque os seguintes pontos:

1- O Instagram segue apresentando Taxas de Engajamento superiores às do Facebook sendo a média quase quatro vezes maior, o que pode indicar motivos do crescimento e preferência de uso do canal pelas marcas.

2- O Feed do Instagram engaja mais do que o formato Stories sendo a média da TE 36% maior, reforçando a importância de trabalhar ambos os formatos na estratégia de forma integrada e complementar.

3- A Taxa de Engajamento no Facebook é cada vez menor na maioria dos segmentos analisados. Apenas o segmento Finanças não apresentou queda na média da TE do canal quando comparado o 4º trimestre ao 1º de 2020.

4- Perfis com até 10 mil seguidores são os que melhor performam no Feed na maioria dos segmentos analisados apresentando Taxas de Engajamento mais altas que as demais faixas tanto no Facebook quanto no Instagram.

Sobre o Facebook
De acordo com o relatório, a Taxa de Engajamento no Facebook sofreu oscilações, mas acabou apresentando uma queda de 7,69% ao final do ano, em relação ao primeiro trimestre.

Quando analisadas as faixas de seguidores isoladas, o destaque na TE vai para os perfis que possuem até dez mil seguidores (2,59%). Porém, quando comparado o desempenho do último trimestre em relação ao primeiro, o destaque vai para as contas que têm entre 100 mil e 500 mil seguidores, que apresentaram um crescimento de 1,98%.

 
Reprodução: mLabs

 

Sobre o Instagram
No Feed do Instagram, a Taxa de Engajamento sofreu oscilações, mas apresentou um crescimento de 7,29% ao final do ano, em relação ao primeiro trimestre.

Quando analisadas as faixas de seguidores isoladas, o destaque na TE vai para os perfis que possuem até dez mil seguidores (10,79%). Porém, quando comparado o desempenho do último trimestre em relação ao primeiro, o destaque vai para as contas que têm entre 100 mil e 500 mil seguidores, que apresentaram um crescimento de 14,27%.

Reprodução: mLabs

Stories
No Instagram Stories, a Taxa de Engajamento sofreu oscilações, mas atingiu um crescimento de 11,62% ao final do ano, em relação ao primeiro trimestre.

Quando analisadas as faixas de seguidores isoladas, o destaque na TE vai para os perfis que possuem entre 100 mil e 500 mil seguidores (7,01%). A faixa também se destaca quando comparado o desempenho do último trimestre em relação ao primeiro, apresentando um crescimento de 18,21%.

Reprodução: mLabs

 

 

É o fim do Facebook?
Nas conclusões do relatório, a equipe da mLabs traz uma reflexão bem assertiva. Argumentam que a contínua queda da Taxa de Engajamento no Facebook não quer dizer que o canal deva ser excluído da estratégia de comunicação.

O Facebook ainda apresenta resultados positivos e expressivos em ativações de mídia paga, e segue como um canal importante para as conversões.

Contudo, é importante aproveitar o potencial orgânico que o Instagram apresenta, mas sem deixar de investir em
mídia paga para incrementar o alcance.

Planejamento de conteúdo, de forma multimídia e adaptando o conteúdo aos recursos e gramáticas de cada rede social continuam sendo as recomendações mais importantes para quem atua com gerenciamento das mídias sociais.

Metodologia
Para este relatório foram coletados dados de perfis comerciais, que possuem até 500 mil seguidores, entre janeiro e dezembro de 2020.


Reprodução: mLabs

Foram analisadas mais de 720 milhões de publicações agendadas pela mLabs nos seguintes formatos Facebook, Instagram e Instagram Stories.

Tendência para a comunicação em 2021

Estudo da Kantar, líder mundial em dados, insights e consultoria, sinaliza 10 tendências com desafios e oportunidades para o cenário da mídia em 2021. A publicação reúne artigos, dados e opiniões de especialistas do setor com reflexões interessantes do que esperar da indústria de mídia e comunicação no próximo ano.

A seguir, um resumo de cada uma das 10 tendências destacadas pela Kantar Ibope Media:

1- A mudança no consumo de mídia durante os períodos de isolamento foi inevitável: permanecer em casa por mais tempo impactou o tipo de mídia que poderíamos consumir e a quantidade de tempo disponível para fazer isso;

2- O chamado “consumidor bumerangue” surgiu, e garantir a lealdade a longo prazo terá de ser uma prioridade se o modelo de negócio de assinatura quiser ser sustentável;

3- As marcas precisam alcançar uma presença eficiente de mídia multicanal para influenciar os consumidores por todo o funil. Elas devem ir além das atividades do funil superior e usar os dados para ativar os consumidores em todo o funil nas mídias sociais;

4- A TV sempre ajudou a reunir pessoas, mas com as famílias passando mais tempo em casa durante as medidas de isolamento, as pessoas passaram a consumir mais TV juntas, resultando em um aumento na audiência de TV e vídeo;

5- Nestes tempos extraordinários, o propósito de marca nunca foi tão importante. As marcas veem o ativismo como uma forma de conexão significativa com os consumidores, que assumem uma posição cada vez mais ativista ao decidir o que comprar – uma tendência acelerada pela pandemia do coronavírus;

6 – A medida em que marcas passam a adotar formas mais autênticas e diretas de se relacionar com os consumidores, outras plataformas digitais emergentes ganharão mais importância dentro das estratégias de comunicação e planejamento de mídia. Os influenciadores serão vistos como uma oportunidade estratégica de longo prazo, ao invés de apenas uma tática de curto;

7- Entendendo que a escolha do ambiente onde um anúncio é veiculado é tão importante quanto a mensagem. O desafio é como planejar o melhor mix de mídia e otimizar a entrega do conteúdo entre contextos;

8- Os profissionais de marketing têm a tarefa desafiadora de posicionar suas marcas para serem atrativas neste novo contexto, ao mesmo tempo em que gerenciam investimentos de marketing reduzidos e estudam os novos hábitos de consumo de mídia;

9 – Em um mundo sem cookies, os efeitos na medição da eficiência de mídia e segmentação precisarão de outros recursos para avaliar a eficácia de uma campanha;

10 – O papel dos dados como guia para as empresas em tempos de incerteza nunca foi tão importante quanto neste ano. Mas os dados, por si só, não são a solução. Trata-se de transformar dados em insights acionáveis para evitar uma “paralisia” – quando nos aprofundamos muito para tentar embasar absolutamente tudo com as informações disponíveis. As plataformas de dados não devem ser apenas personalizáveis, elas devem ter código-fonte aberto.

Como fazer relacionamento com os usuários nas redes sociais

Em 15 anos de experiência profissional travei uma verdadeira jornada para conviver com os trolls, haters, detratores ou qualquer outro nome carinhoso que você queria chamar. Fazer a gestão da presença digital de políticos e/ou instituições públicas/governamentais exige três princípios elementares: paciência, paciência e paciência.

Particularmente os detratores me divertem, mas já deixou muito político retado, ao ponto de perder a linha e bater boca com detratores – sejam humanos ou robozinhos programados com o ódio. Em 15 anos aprendi algumas regras básicas que sintetizei neste post (cards e texto).

O que são detratores?
São aqueles usuários (humanos, semi-humanos ou robôs) que criticaram seu conteúdo, sua foto, seu cabelo, suas ideias sem nenhum motivo; odiar é uma demostração de amor para os detratores, uma missão de vida, uma prática cotidiana.

Preciso responder?
⁣Não. Ainda que o diálogo seja o princípio básico das redes sociais, você não deve apagar fogo com gasolina. As vezes a saída é apagar o comentário, banir o usuários e não ficar mal com isso.

E se eu quiser responder mesmo assim?
Escolha suas batalhas, preferencialmente as batalhas dignas de você, do seu candidato, da sua ideia e/ou instituição. Não é todo mundo (e isso inclui as equipes de interação) que tem equilíbrio emocional, principalmente durante uma crise. O primeiro a sentir o golpe é o seu assessorado que vai te pressionar para responder ou (como acontece na maioria das vezes) irá responder de próprio punho. Acredite, não vale a pena! O desgaste será sempre da sua presença digital.

Tipologia dos detratores:

1- Provocadores: só querem chamar atenção e te fazer perder o equilíbrio. Geralmente é tiro, porrada e bomba.

O que fazer?
Bloqueio imediato!

2- Generalistas: para quem trabalha na política sabe que existe um senso comum de que político é tudo igual, então muitas vezes você vai receber a galinha pulando (traduzo: ofensa gratuita) simplesmente por ser político.

O que fazer?
Acredite, os detratores não imaginam que serão respondidos, assim um simples “olá, boa tarde fulano. obrigado pela participação” é suficiente para o troll virar seu fã.

3-Desinformados: muitas vezes um comentário ofensivo traduz a deficiência cognitiva ou, muitas vezes, a ausência de informações básicas para compreender um texto ou entender a mensagem. Lembre que na política você fala com todo mundo – de quem sabe ler, a quem não é alfabetizado, quem sabe interpretar e aqueles que pisam na grama mesmo com a placa (presever a natureza)

O que fazer?
A política é arte do convencimento. Portanto, uma resposta bem detalhada e cordial, convence em média 65% do interlocutor. Deixe a emoção de lado e seja racional. Parta do princípio que o usuário não entendeu a sua mensagem.

Salve essa publicação agora! Tenho certeza que será útil. Se você atua na política torne essas valiosas dicas (e aprendidas com muito suor) um mantra diário para sua estratégia de relacionamento com a sua audiência. Lembre: o mal por si só se destrói. Conecte-se ao amor.

 

Yuri Almeida é jornalismo, mestre em Comunicação (UFBA), especialista em Marketing (USP) e fundador do LabCaos

Estudo revela os deputados federais mais influentes nas redes sociais

Na terceira versão do estudo do LabCaos sobre a influência e popularidade dos deputados federais baianos no Facebook uma mudança significativa no ranking. Raimundo Costa (PR) segue na liderança, João Roma (PRB) subiu três posições e Dayane Pimentel (PSL) perdeu mais de 5 mil fãs após a polêmica com o clã Bolsonaro.

Conheça os deputados federais mais influentes no Facebook (93 downloads)

A pesquisa realizada pelo LabCaos, acompanha a performance e presença digital dos parlamentares nas redes sociais, analisou as páginas dos 39 membros eleitos para representar a Bahia na Câmara Federal. No estudo são identificados dois rankings; o ranking de influência – de acordo com o volume das conversações geradas pelos parlamentares – e o ranking de popularidade, que mede a quantidade da base de fãs registrada por cada deputado.

“No ranking de influência calcula-se a quantidade média de quantas vezes um fã interage com as postagens de uma página do parlamentar. É calculado dividindo-se a quantidade diária de reações, comentários e compartilhamentos pelo número de fãs. Já para definir a popularidade foi considerado o número da base de fãs de deputado”, explica o professor e responsável pelo estudo, Yuri Almeida.


Ranking
Em termos de influencia, Raimundo Costa (PR) manteve a liderança no ranking com taxa de 4,19%, seguido por Otto Alencar Filho (PSD), com 3,26%, João Roma (PRB), com 2,49%, professora Dayane Pimentel (PSL), com 2,27%, e Jorge Solla (PT), com 1,98% aparecem no top 5 do ranking.

Já quando o assunto são os deputados mais populares, o cenário foi semelhante a segunda edição. A liderança é de Pr. Abílio Santana (PR), com 459.824 fãs, seguido por Dayane Pimentel (PSL), 190.682, Nelson Pelegrino (PT), com 109.074, Arthur Maia (DEM), com 108.116, e Jorge Solla (PT), com 92.587 ocupam os cinco primeiros lugares.

Sobre o estudo
Realizado entre o dia 01 de agosto a 31 de outubro de 2019, o estudo foi feito a partir dos dados públicos disponibilizados pelo Facebook. Após raspagem, os dados foram estruturados e analisados pelo LabCaos, hub especializado em ciência de dados e gestão de mídias sociais. O estudo integra uma série especial sobre a presença e atuação dos parlamentares e instituições baianas nas redes sociais. As edições anteriores dos estudos podem ser vistas no site www.labcaos.com.br.

Conheça os deputados federais mais influentes e populares no Facebook

A segunda versão do estudo do LabCaos identificou os deputados federais baianos mais influentes e populares no Facebook. A pesquisa, que acompanha a performance e presença digital dos parlamentares nas redes sociais, analisou as páginas dos 39 membros eleitos para representar a Bahia na Câmara Federal.


No estudo são identificados dois rankings; o ranking de influência – de acordo com o volume das conversações geradas pelos parlamentares – e o ranking de popularidade, que mede a quantidade da base de fãs registrada por cada deputado.

“No ranking de influência calcula-se a quantidade média de quantas vezes um fã interage com as postagens de uma página do parlamentar. É calculado dividindo-se a quantidade diária de reações, comentários e compartilhamentos pelo número de fãs. Já para definir a popularidade foi considerado o número da base de fãs de deputado”, explica o professor e responsável pelo estudo, Yuri Almeida.

Ranking
Em termos de influencia, o estreante Raimundo Costa (PR) lidera o ranking com taxa de 5%, seguido por Otto Alencar Filho (PSD), com 4,8%, professora Dayane Pimentel (PSL), com 3,9%, Daniel Almeida (PCdoB), com 3,6%, e Jorge Solla (PT), com 3,1% aparecem no top 5 do ranking.

Faça o download na íntegra do estudo

Já quando o assunto são os deputados mais populares, o cenário foi semelhante a primeira edição. A liderança é de Pr. Abílio Santana (PR), com 461.006 fãs, seguido por Dayane Pimentel (PSL), 195.843, Arthur Maia (DEM), com 108.642, Nelson Pelegrino (PT), com 108.153, e Jorge Solla (PT), com 92.217 ocupam os cinco primeiros lugares.


Sobre o estudo
Realizado entre o dia 01 de maio a 31 de julho de 2019, o estudo foi feito a partir dos dados públicos disponibilizados pelo Facebook. Após raspagem, os dados foram estruturados e analisados pelo LabCaos, hub especializado em ciência de dados e gestão de mídias sociais. O estudo integra uma série especial sobre a presença e atuação dos parlamentares e instituições baianas nas redes sociais. A primeira edição do estudo pode ser vista no site www.labcaos.com.br.