Hábitos de consumo digital em meio à pandemia

Em meio à pandemia, o comportamento dos usuários mudou. Comodidade, oferta e boa experiência com os produtos e serviços são algumas tendências do marketing digital.⠀

Pesquisa da Google sobre economia digital revela como os brasileiros têm procurado por produtos e serviços de startups durante a pandemia. ⠀

Dados dos partidos políticos no Brasil

Qual é o partido que tem mais filiados no Brasil?
Qual é o partido com maior número de prefeito no Brasil?
Qual é o partido com maior número de vereadores no Brasil?

Levantamento do LabCaos releva indicadores importantes para compreender o tamanho e a força dos partidos políticos no Brasil. Com as eleições 2020, tais informações são importantes para definir estratégias políticas e fazer análises mais assertivas sobre o pleito eleitoral de 2020.

Navegue pelo conteúdo e explore os dados:

Como fazer relacionamento com os usuários nas redes sociais

Em 15 anos de experiência profissional travei uma verdadeira jornada para conviver com os trolls, haters, detratores ou qualquer outro nome carinhoso que você queria chamar. Fazer a gestão da presença digital de políticos e/ou instituições públicas/governamentais exige três princípios elementares: paciência, paciência e paciência.

Particularmente os detratores me divertem, mas já deixou muito político retado, ao ponto de perder a linha e bater boca com detratores – sejam humanos ou robozinhos programados com o ódio. Em 15 anos aprendi algumas regras básicas que sintetizei neste post (cards e texto).

O que são detratores?
São aqueles usuários (humanos, semi-humanos ou robôs) que criticaram seu conteúdo, sua foto, seu cabelo, suas ideias sem nenhum motivo; odiar é uma demostração de amor para os detratores, uma missão de vida, uma prática cotidiana.

Preciso responder?
⁣Não. Ainda que o diálogo seja o princípio básico das redes sociais, você não deve apagar fogo com gasolina. As vezes a saída é apagar o comentário, banir o usuários e não ficar mal com isso.

E se eu quiser responder mesmo assim?
Escolha suas batalhas, preferencialmente as batalhas dignas de você, do seu candidato, da sua ideia e/ou instituição. Não é todo mundo (e isso inclui as equipes de interação) que tem equilíbrio emocional, principalmente durante uma crise. O primeiro a sentir o golpe é o seu assessorado que vai te pressionar para responder ou (como acontece na maioria das vezes) irá responder de próprio punho. Acredite, não vale a pena! O desgaste será sempre da sua presença digital.

Tipologia dos detratores:

1- Provocadores: só querem chamar atenção e te fazer perder o equilíbrio. Geralmente é tiro, porrada e bomba.

O que fazer?
Bloqueio imediato!

2- Generalistas: para quem trabalha na política sabe que existe um senso comum de que político é tudo igual, então muitas vezes você vai receber a galinha pulando (traduzo: ofensa gratuita) simplesmente por ser político.

O que fazer?
Acredite, os detratores não imaginam que serão respondidos, assim um simples “olá, boa tarde fulano. obrigado pela participação” é suficiente para o troll virar seu fã.

3-Desinformados: muitas vezes um comentário ofensivo traduz a deficiência cognitiva ou, muitas vezes, a ausência de informações básicas para compreender um texto ou entender a mensagem. Lembre que na política você fala com todo mundo – de quem sabe ler, a quem não é alfabetizado, quem sabe interpretar e aqueles que pisam na grama mesmo com a placa (presever a natureza)

O que fazer?
A política é arte do convencimento. Portanto, uma resposta bem detalhada e cordial, convence em média 65% do interlocutor. Deixe a emoção de lado e seja racional. Parta do princípio que o usuário não entendeu a sua mensagem.

Salve essa publicação agora! Tenho certeza que será útil. Se você atua na política torne essas valiosas dicas (e aprendidas com muito suor) um mantra diário para sua estratégia de relacionamento com a sua audiência. Lembre: o mal por si só se destrói. Conecte-se ao amor.

 

Yuri Almeida é jornalismo, mestre em Comunicação (UFBA), especialista em Marketing (USP) e fundador do LabCaos

Relatório de Notícias Digitais no Brasil – 2017

[vc_row animation=””][vc_column animation=””][vc_column_text animation=””]Enquanto todas as atenções estão voltadas para o Facebook, estudo do Reuters Institute e University of Oxford revela que o WhatsApp aumentou a sua influência na circulação de notícias no Brasil. De acordo com o relatório, ainda que a televisão “domine” o ecossistema midiático brasileiro, as mídias sociais estão desempenhando um papel cada vez mais importante no consumo de notícias.


Cabe destaque, na tabela abaixo para o crescimento de 7 pontos no uso do WhatsApp para circulação/consumo de notícias e a queda do Facebook (12 pontos) quando comparado a 2016. Um dos fatos que podem explicar o crescimento do WhatsApp são as promoções das empresas de telecomunicação para o uso quase ilimitado e/ou de graça para o mensageiro. Twitter consolidou-se como um site de rede social, sobretudo para se informar, enquanto o YouTube revela um potencial a ser explorado, com 36% do uso.


Mobile first!
Os smartphones ultrapassaram os computadores como o principal dispositivo para acessar notícias pela primeira vez neste ano. Dois fatores merecem atenção: bloqueadores de anúncios foram instalados em apenas 8% dos dispositivos móveis no Brasil e 22% estão dispostos a pagar por notícias na plataforma digital. Desse modo, modelos de negócios continuam em aberto e com potencial para as empresas de comunicação no país.

Modelos de negócios
Um impasse para circulação das notícias continua a ser os modelos de paywalls adotados  pelos principais jornais brasileiros. que segundo o estudo, pode reduzir o compartilhamento de notícias nas redes sociais. Por outro lado, o número de assinantes digitais registrou um crescimento constante, apesar da diminuição geral na circulação de jornais. “Em agosto de 2016, a Folha de S. Paulo anunciou que sua circulação digital superou a sua edição impressa. No entanto, a porcentagem global de nossos respondentes urbanos brasileiros que pagam por notícias on-line (22%) não mudou em relação ao ano anterior”, pontua o relatório.

Interação com os jornais
Os leitores brasileiros compartilham mais do que comentam notícias nos espaços jornalísticos (seja em caixa de comentários ou nas páginas dos veículos). A taxa de comentários é 40%, enquanto compartilhamento chega a 64%. No Brasil, o estudo revela um aspecto interessante: o compartilhamento de notícias tende a ser mais privado e mais direcionado; os usuários tendem a compartilhar uma notícia com um usuário ou um grupo de usuários em vez de com todos os amigos do Facebook ou seguidores do Twitter.

“descobrimos que as pessoas são quase duas vezes mais propensas a compartilhar notícias ou comentar nas redes sociais quando seus amigos têm opiniões políticas semelhantes, ao invés de não terem opiniões políticas semelhantes ou quando não conhecem seus pontos de vista. Mais compartilhar ou comentar entre pessoas com quem concordamos pode nos fazer sentir bem, mas também pode encorajar o tipo de polarização hiperpartidária, diz o relatório.”


 

A falta de interesse em comentar notícias e/ou notícias compartilhadas (37%) e preferência por discussões presenciais (37%) são apontadas, globalmente, como razões para um usuários comentar/compartilhar determinado assunto:


Confiança em notícias
Na média geral, no Brasil, o índice de confiança nas notícias veiculadas pelos meios de comunicação de massa corresponde a 60%. a porcentagem de pessoas que acreditam que a mídia está livre de influência de grupos políticos caiu de 36% para 30%.