Tendência para a comunicação em 2021

Estudo da Kantar, líder mundial em dados, insights e consultoria, sinaliza 10 tendências com desafios e oportunidades para o cenário da mídia em 2021. A publicação reúne artigos, dados e opiniões de especialistas do setor com reflexões interessantes do que esperar da indústria de mídia e comunicação no próximo ano.

A seguir, um resumo de cada uma das 10 tendências destacadas pela Kantar Ibope Media:

1- A mudança no consumo de mídia durante os períodos de isolamento foi inevitável: permanecer em casa por mais tempo impactou o tipo de mídia que poderíamos consumir e a quantidade de tempo disponível para fazer isso;

2- O chamado “consumidor bumerangue” surgiu, e garantir a lealdade a longo prazo terá de ser uma prioridade se o modelo de negócio de assinatura quiser ser sustentável;

3- As marcas precisam alcançar uma presença eficiente de mídia multicanal para influenciar os consumidores por todo o funil. Elas devem ir além das atividades do funil superior e usar os dados para ativar os consumidores em todo o funil nas mídias sociais;

4- A TV sempre ajudou a reunir pessoas, mas com as famílias passando mais tempo em casa durante as medidas de isolamento, as pessoas passaram a consumir mais TV juntas, resultando em um aumento na audiência de TV e vídeo;

5- Nestes tempos extraordinários, o propósito de marca nunca foi tão importante. As marcas veem o ativismo como uma forma de conexão significativa com os consumidores, que assumem uma posição cada vez mais ativista ao decidir o que comprar – uma tendência acelerada pela pandemia do coronavírus;

6 – A medida em que marcas passam a adotar formas mais autênticas e diretas de se relacionar com os consumidores, outras plataformas digitais emergentes ganharão mais importância dentro das estratégias de comunicação e planejamento de mídia. Os influenciadores serão vistos como uma oportunidade estratégica de longo prazo, ao invés de apenas uma tática de curto;

7- Entendendo que a escolha do ambiente onde um anúncio é veiculado é tão importante quanto a mensagem. O desafio é como planejar o melhor mix de mídia e otimizar a entrega do conteúdo entre contextos;

8- Os profissionais de marketing têm a tarefa desafiadora de posicionar suas marcas para serem atrativas neste novo contexto, ao mesmo tempo em que gerenciam investimentos de marketing reduzidos e estudam os novos hábitos de consumo de mídia;

9 – Em um mundo sem cookies, os efeitos na medição da eficiência de mídia e segmentação precisarão de outros recursos para avaliar a eficácia de uma campanha;

10 – O papel dos dados como guia para as empresas em tempos de incerteza nunca foi tão importante quanto neste ano. Mas os dados, por si só, não são a solução. Trata-se de transformar dados em insights acionáveis para evitar uma “paralisia” – quando nos aprofundamos muito para tentar embasar absolutamente tudo com as informações disponíveis. As plataformas de dados não devem ser apenas personalizáveis, elas devem ter código-fonte aberto.

Hábitos de consumo digital em meio à pandemia

Em meio à pandemia, o comportamento dos usuários mudou. Comodidade, oferta e boa experiência com os produtos e serviços são algumas tendências do marketing digital.⠀

Pesquisa da Google sobre economia digital revela como os brasileiros têm procurado por produtos e serviços de startups durante a pandemia. ⠀

Relatório de Notícias Digitais no Brasil – 2017

[vc_row animation=””][vc_column animation=””][vc_column_text animation=””]Enquanto todas as atenções estão voltadas para o Facebook, estudo do Reuters Institute e University of Oxford revela que o WhatsApp aumentou a sua influência na circulação de notícias no Brasil. De acordo com o relatório, ainda que a televisão “domine” o ecossistema midiático brasileiro, as mídias sociais estão desempenhando um papel cada vez mais importante no consumo de notícias.


Cabe destaque, na tabela abaixo para o crescimento de 7 pontos no uso do WhatsApp para circulação/consumo de notícias e a queda do Facebook (12 pontos) quando comparado a 2016. Um dos fatos que podem explicar o crescimento do WhatsApp são as promoções das empresas de telecomunicação para o uso quase ilimitado e/ou de graça para o mensageiro. Twitter consolidou-se como um site de rede social, sobretudo para se informar, enquanto o YouTube revela um potencial a ser explorado, com 36% do uso.


Mobile first!
Os smartphones ultrapassaram os computadores como o principal dispositivo para acessar notícias pela primeira vez neste ano. Dois fatores merecem atenção: bloqueadores de anúncios foram instalados em apenas 8% dos dispositivos móveis no Brasil e 22% estão dispostos a pagar por notícias na plataforma digital. Desse modo, modelos de negócios continuam em aberto e com potencial para as empresas de comunicação no país.

Modelos de negócios
Um impasse para circulação das notícias continua a ser os modelos de paywalls adotados  pelos principais jornais brasileiros. que segundo o estudo, pode reduzir o compartilhamento de notícias nas redes sociais. Por outro lado, o número de assinantes digitais registrou um crescimento constante, apesar da diminuição geral na circulação de jornais. “Em agosto de 2016, a Folha de S. Paulo anunciou que sua circulação digital superou a sua edição impressa. No entanto, a porcentagem global de nossos respondentes urbanos brasileiros que pagam por notícias on-line (22%) não mudou em relação ao ano anterior”, pontua o relatório.

Interação com os jornais
Os leitores brasileiros compartilham mais do que comentam notícias nos espaços jornalísticos (seja em caixa de comentários ou nas páginas dos veículos). A taxa de comentários é 40%, enquanto compartilhamento chega a 64%. No Brasil, o estudo revela um aspecto interessante: o compartilhamento de notícias tende a ser mais privado e mais direcionado; os usuários tendem a compartilhar uma notícia com um usuário ou um grupo de usuários em vez de com todos os amigos do Facebook ou seguidores do Twitter.

“descobrimos que as pessoas são quase duas vezes mais propensas a compartilhar notícias ou comentar nas redes sociais quando seus amigos têm opiniões políticas semelhantes, ao invés de não terem opiniões políticas semelhantes ou quando não conhecem seus pontos de vista. Mais compartilhar ou comentar entre pessoas com quem concordamos pode nos fazer sentir bem, mas também pode encorajar o tipo de polarização hiperpartidária, diz o relatório.”


 

A falta de interesse em comentar notícias e/ou notícias compartilhadas (37%) e preferência por discussões presenciais (37%) são apontadas, globalmente, como razões para um usuários comentar/compartilhar determinado assunto:


Confiança em notícias
Na média geral, no Brasil, o índice de confiança nas notícias veiculadas pelos meios de comunicação de massa corresponde a 60%. a porcentagem de pessoas que acreditam que a mídia está livre de influência de grupos políticos caiu de 36% para 30%.